terça-feira, 19 de maio de 2015

Brasil e China vão construir ferrovia do Atlântico ao Pacífico

A presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, assinaram hoje (19) um plano de cooperação até 2021. Os dois países firmaram 35 acordos, entre os quais um que trata de estudos de viabilidade para construção de uma ferrovia para ligar o Brasil ao Oceano Pacífico, passando pelo Peru, chamada de Ferrovia Transoceânica.
“A ferrovia vai cruzar o país de leste a oeste, portanto, o continente, porque ligará o Oceano Atlântico ao Pacífico. É um novo caminho que se abrirá para a Ásia, reduzindo distâncias e custos. Um novo caminho que nos levará diretamente ao Pacífico, até os portos da China”, explicou Dilma, em declaração de imprensa, após a assinatura de acordos com o chinês.
(Foto: Agência Brasil)
Segundo Dilma, os atos assinados hoje representam investimentos de US$ 53 bilhões e abrangem áreas de planejamento estratégico, infraestrutura, transporte, agricultura, energia, mineração, ciência e tecnologia, comércio, entre outras.
Na lista, está o acordo para retomada das exportações de carne brasileira para a China, interrompidas desde julho de 2012. Durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, em julho do ano passado, o fim do embargo chinês à carne brasileira foi anunciado, mas faltava a assinatura de um protocolo sanitário.
“É o marco jurídico necessário para a retomada da exportação de carne bovina para a China, de forma sustentável, que será implementada com a habilitação feita pela China dos primeiros oito estabelecimentos brasileiros. Reiterei interesse em tornar efetivo o processo de habilitação de novos estabelecimentos produtores de carne bovina, suína e de aves”, disse a presidenta.
Segundo Dilma, mais nove frigoríficos brasileiros estão na lista aguardando a habilitação para voltar a exportar para a China. “Vamos liberar de forma bem acelerada. Foi assinado o acordo sanitário. A partir do acordo, cria-se uma nova forma de relacionamento nessa questão entre as autoridades chinesas, as autoridades sanitárias brasileiras e o Ministério da Agricultura”, acrescentou.
A presidenta lembrou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil e defendeu a ampliação de investimentos, o comércio mais intenso, aberto e diversificado entre os dois países e o aperfeiçoamento de parcerias em educação, ciência e tecnologia.
Dilma destacou que o Brasil e a China devem se unir para cobrar mudanças no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e nos órgãos financeiros multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Segundo Li Keqiang, o fortalecimento da parceria entre os dois países pode ajudar a proteger as economias emergentes das dificuldades econômicas internacionais.
“Nesse cenário político e econômico internacional, que passa por mudanças, particularmente no contexto de fraca recuperação da economia mundial, a integração entre Brasil e China vai promover desenvolvimento dos países em desenvolvimento, das economias emergentes e ajudar na recuperação da economia mundial. A cooperação financeira ajudará as salvaguardas da sustentabilidade financeira dos países emergentes”, avaliou.
A lista de acordos entre o Brasil e a China inclui a compra de aviões da Embraer e de navios de minério da Vale, a construção de um satélite de sensoriamento remoto, investimentos de US$ 7 bilhões em projetos da Petrobras, a construção de um polo siderúrgico no Maranhão e até cooperação esportiva para as modalidades de tênis de mesa e jogo de peteca.

fonte: Agência Brasil

terça-feira, 12 de maio de 2015

Governo reafirma a servidores que não vai reajustar salários em 2015

O Governo do Estado reforçou aos Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (Sinai-RN) que não irá reajustar os salários do funcionalismo público em 2015. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE no último domingo, o governador Robinson Faria já havia adiantado que, por causa dos problemas financeiros do estado, está impedido de conceder qualquer tipo de aumento.

Em audiência realizada na manhã de ontem (11), o Sinai apresentou os itens de pauta da Campanha Salarial deste ano, entre eles a incorporação da data-base e a abertura de novos concursos. Entretanto, o governo alegou queda nas receitas e um débito de cerca de R$ 600 milhões deixado pela gestão anterior.

Para Santino Arruda, secretário geral do sindicato, os funcionários públicos não podem ser responsabilizados pela crise financeira do estado. “O sindicato entende a situação, entretanto, esta situação foi criada pelos governos passados. Isso é resultado de pelo menos 20 anos de gestões desastrosas. O trabalhador não pode ser responsabilizado e nós não podemos pagar essa conta. Queremos o que nos é devido”, afirma.

Uma nova audiência de negociações entre Governo e trabalhadores será marcada para o início de junho. Até lá, o sindicato fará assembleias com órgãos, empresas e autarquias que compõem a base sindical do sindicato.

Além dos servidores da administração indireta, os funcionários da Educação e Saúde  já começaram as suas campanhas salariais. Segundo Manoel Egídio da Silva Júnior, vice-coordenador geral do Sindicato dos Servidores de Saúde (Sindsaúde), se o Governo não der nenhuma posição sobre as negociações, no dia 20 deste mês será votado o indicativo de greve da categoria.

No Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte/RN), o ponto de divergência está sobre o reajuste dos servidores de apoio (merendeiras, auxiliares de serviços gerais etc). “Desde quando o plano de cargos, carreiras e salários foi aprovado, em 2010, eles só tem o reajuste referente ao salário mínimo”, explicou José Teixeira, coordenador geral do Sinte/RN.

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