
Logo na entrada é possível ver lixo acumulado e uma televisão quebrada por vândalos há anos. Com facilidade, a reportagem entra no recinto sem que ninguém questione o que faziam ali ou o que queriam. O cenário de abandono e descaso começa a ganhar forma com o discurso dos estudantes, principais usuários da Casa do Estudante.

Depredação piora o quadro. Última reforma ocorreu em 2007 |
Os alimentos, o gás e o pagamento de luz e água do prédio estão sob a responsabilidade da Secretaria Estadual de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas). Segundo o secretário adjunto da pasta, Walter Correia, a secretaria nunca deixou faltar recursos para manter a parte de sua incumbência. "A nossa parte está sendo feita. Porém, o prédio não é da responsabilidade do Governo Estadual. Cabe à administração cuidar da infraestrutura do prédio", disse o secretário.
Desabrigados usam a casa para lavar roupas, tomar banho e deixam o local ainda mais sujo. Os estudantes precisam aprender a compartilhar o espaço com não moradores e com qualquer pessoa que quiser entrar na casa. O quesito segurança é colocado em jogo constantemente, uma vez que o medo de assaltos e de roubos deixa os jovens que ali residem ainda mais inseguros.
O estado deplorável da casa é conseqüência do tempo e das ações de vandalismo cometidas pelos próprios estudantes que moram na casa. A última reforma em 2007, durante o governo Wilma de Faria, "não passou de uma maquiagem", segundo afirma outro estudante de 26 anos, que está na casa desde 2006, o qual também não quis se identificar. "Pouco tempo depois tudo volta a aparecer destruído: pias, lavabos, sanitários, chuveiros; tudo", revelou Francisco Lopes, nome fictício.
O estado deplorável da casa é conseqüência do tempo e das ações de vandalismo cometidas pelos próprios estudantes que moram na casa. A última reforma em 2007, durante o governo Wilma de Faria, "não passou de uma maquiagem", segundo afirma outro estudante de 26 anos, que está na casa desde 2006, o qual também não quis se identificar. "Pouco tempo depois tudo volta a aparecer destruído: pias, lavabos, sanitários, chuveiros; tudo", revelou Francisco Lopes, nome fictício.
Segundo Francisco, a falta de consciência das pessoas que freqüentam a casa é a principal causadora da deterioração do prédio. "O pessoal não preserva, não cuida. Só estraga e quebra. Só pode dar nisso", disse o jovem. As aulas de reforço são dadas em um auditório detonado, com carteiras quebradas, diversas frestas no telhado e sem a prometida biblioteca e computadores. A iluminação do local não existe: "De noite, temos que andar apalpando as paredes ou com lanternas. As lâmpadas que tinham, os próprios estudantes retiraram para repor no quarto. É uma escuridão total", conta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário